“Por que a propriedade privada deve ser protegida enquanto a riqueza comum da humanidade não o é?” Com esta pergunta do jornalista George Monbiot, citado por nós em outro artigo publicado aqui no blog, iniciamos a nossa indignação por escrito. À indagação do colega britânico, somamos outra: qual é a riqueza comum da humanidade? Fazemos questão de nomeá-la com letras maiúsculas: a NATUREZA. Cometer um crime contra ela é o mesmo que ferir a humanidade toda. Porém, somente quando se dão nomes aos crimes contra a humanidade, eles são passíveis de sanção: crimes de guerra, crimes de agressão, genocídios e outros mais. Por que não sancionar, ainda, os crimes contra a Natureza?
Vimos na TV o desmatamento da Amazônia. Cada árvore centenária que era derrubada pela serra elétrica emitia o som de um gigante abatido ao chão. O baque semelhava um corpo vivo que cai. E pudemos observar as veias do tronco, vermelhas, parecendo sangue. No entanto, grande parte do mundo (uma vez abrigada no conforto de uma poltrona) assistiu impassível ao crime, Em outras ocasiões, assistimos à poluição dos rios e do mar trazendo como consequência a matança desordenada dos peixes, baleias, inclusive, e nada fazemos. Nossa atitude é de meros espectadores conformados com o mau destino de nossas riquezas naturais. Sabedores que somos de que os crimes que se cometem contra a Natureza são oriundos de alguma política de interesses, lamentavelmente compactuamos com a inércia governamental. O habitat é desprezado para favorecer os criminosos ocultos. Uma vez descobertos, deveriam ser obrigados a restaurar o sistema natural que danificaram de forma tão criminosa quanto um assassino o faria! O exemplo da punição alertaria aqueles agentes que ainda têm salvação! Mas, nada acontece contra eles. Para nosso consolo, felizmente, tramita na Europa a iniciativa da advogada Polly Higgins, que lançou na Inglaterra a campanha pela inclusão de um 5º crime contra a paz no Tribunal Penal Internacional. O crime foi denominado de Ecocídio, ou seja, a destruição do mundo natural, pelo homem.
Esse tipo de crime deverá ser julgado na mesma proporção em que se julgam os direitos à propriedade. Deixando aqui mais um ponto de reflexão, vamos torcer para que iniciativas como essa de Higgins redobrem no mundo todo...
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Mineira de Petrópolis, Maria Eli de Queiroz ergue seu grito em prol da Amazônia. O mesmo grito trancado na garganta de todo brasileiro consciente do quanto é importante para a vida do planeta em que vivemos, a preservação desse pujante pedaço de solo nacional, tão precioso quanto cobiçado.
ResponderExcluirO assunto pedofilia é abordado com contundência, embora, em dias atuais, tenha sido encarado pela Igreja com objetividade e justiça.
Ao enveredar pela Poesia, fica evidenciada a especial aptidão da autora para Trova como demonstra a que ilustra a página, com o seu interessante jogo de palavras.
E quando a mineirice da origem se impõe, o Blog apresenta, entre outras, aquela historinha, brejeira e bem típica, do “pópôpó”, que foi aproveitada para memorização das emendas do novo Acordo Ortográfico, como as demais.
A última fase do Blog, inteiramente dedicada à pesquisa sobre a Obra Machadiana, dispensa comentários, uma vez que Maria Eli de Queiroz é Mestre no assunto. Carolina Ramos
Carolina, seu comentário é precioso, advindo de quem veio, uma trovadora estimada. Pertinentes e animadoras, são palavras que serão sempre bem-vidas!
ResponderExcluirBeijos.