QUEM APOIA É MEQUETREFE?!

Pois é, gente... Este assunto do Mensalão é empolgante. O Sr. Washington Araújo, no Observatório da Imprensa, não só lembrou de beatificar Luiz Gushiken, dizendo que “o que o Ministério Público da União fez contra Luiz Gushiken é, por si só, um grave caso de má-fé mancomunado com inustiça patente”, como também defendeu toda a quadrilha em julgamento na Ação Penal 470. O articulista pergunta pelas provas: “Onde as provas? Ao longo de cinco longas horas o procurador geral da República Roberto Gurgel, no dia 3 de agosto, leu calhamaço em que há excesso de juízos de valor e completa ausência de fatos probatórios”. Meus Deus, que equívoco! Não há completa ausência de provas! Existem as escutas telefônicas, as filmagens dos flagrantes delitos, a documentação fraudulenta, o caixa 2, as testemunhas de acusação! Sabe-se que há crimes quase perfeitos, que não deixam rastros visivelmente comprobatórios, ora essa! A quadrilha não se formou com amadores, meu equivocado articulista, são todos eles profissionais que agiram sob a batuta de um maestro muitíssimo eficiente no que faz: José Dirceu, o bem-amado discípulo de Lula! Jamais deixariam rastros no cimento, as pegadas estão na areia de Brasília! E aqueles que em um lampejo ínfimo de sanidade mental se dignaram a admitir a culpa, ele acusa: “Mas existe outra selva de ilegalidades pairando como sombra sobre esta AP-470: a forma escancarada com que pessoas de reputação bem abaixo do meio-fio recebem aura de credibilidade inconteste, seja na condição de delator, seja na de testemunha em sua dupla função de réu de crime confesso”. Que disparate! Se estas pessoas estão abaixo do meio-fio, por que não os demais membros da quadrilha?! Por que, ainda, tamanha veemência em atacar os seus colegas de imprensa, que vêm atuando de forma correta na divulgação do processo e incentivo à punição? Vejam o ataque: O mau jornalismo principia na confusão mental entre liberdade de expressão e libertinagem de imprensa, e não resiste à tentação maior de vestir a toga e, a seu bel-prazer, acusar, julgar, condenar. Não passam, na verdade, de semiprofissionais do jornalismo. Infames, biltres e, em uma palavra, mequetrefes.” Bem, chamar de infames, biltres, mequetrefes, a quem opera na imprensa trabalhando pela apuração da verdade, já é demonstração de uma tremenda falta de ética para com os seus colegas de profissão, aliada ao lamentável atestado de desamor à pátria em que nasceu. Lembre-se, meu caro Washington: “Brasil: ame-o ou deixe-o!”

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