Segundo Mário Cortella, grande filósofo e professor da PUC de São Paulo, somos cada um de nós um vice-treco de um subtroço chamado planetinha Terra, que gira em torno de uma estrelinha chamada Sol, que é uma entre outras tantas que pertencem aos 200 bilhões de galáxias que compõem o Universo. Logo, fica comprovada a nossa tremenda insignificância nesse mundão de Deus, no qual nos situamos com tamanha empáfia! Haja vista os políticos que nos abraçam em tempo de eleições e depois passam por nós fingindo não nos reconhecer (seria vergonha pelas falcatruas? bem, se assim for, estão desculpados...); haja vista as celebridades do mundo da TV, que se acham intocáveis quando são assediadas nos lugares públicos (Cristiane Torlone, Carolina Dieckmann e Antônio Fagundes são os campeões da antipatia, de acordo com as más [boas?] línguas dos fãs); haja vista o comportamento idiota do nouveau riche, aquele que enriqueceu com fortuna lícita ou não; haja vista o orgulho daqueles que já nasceram em berço rico e que são distinguidos com vassalagem pelo fato de Terem, e não pelo fato de Serem; haja vista aqueles que exibem a nobreza de seus sobrenomes, desconhecendo que, na maioria das vezes, aqueles títulos nobiliárquicos foram adquiridos por meio de troca de favores, a maioria escusa, e não pela hereditariedade que lhes concede a autenticidade; haja vista a discriminação daquele que nasceu branco, em face do negro; haja vista aquele que se arroga o título de doutor, quando na verdade, se o indivíduo não defendeu tese não é doutor, é apenas bacharel; haja vista o homem ou a mulher bonita (dentro dos padrões de beleza consagrados), que se acham acima dos demais (seria a beleza fundamental, Vinícius de Moraes?); haja vista o estrangeiro do país de primeiro mundo (vejam só: um vice-treco que acha que o seu subtroço é menos SUB do que o nosso...), quando visita o Brasil e nos encara com superioridade, desde a sua aterrissagem no aeroporto ou no cais do porto, até a sua saída. Bem, vou parar por aqui, senão a minha crônica se tornará enumeração de absurdos apenas... para não dizer listagem da podridão humana. O que deixo bem claro, hoje, caro leitor, é que, se somos um vice-treco de um subtroço chamado planeta Terra, definição comprovada pelo eminente Mário Cortella, vamos colocar um ponto final em nosso orgulho besta. Devo reconhecer que, quanto mais eu me achar superior aos que me rodeiam em minha casta de vice-trecos, mais a camada de terra que irá me cobrir (somos um cadáver adiado, segundo Fernando Pessoa) será insuficiente para abafar o meu tremendo FEDOR depois de morto... Pensem nisso!
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Ah... to de volta por aqui viu?? Poxa ameii... esse texto!! Mas nossa infelizmente há muita gente se acha tão relevante, a tão ponto de debochar, rir ou desprezar seu semelhante... só pra aparacer... gente que não tem nada.. mas vive de aparência!! É deprimente que essa sociedade pós- moderna.. é tão superficial... quer sempre aparentar superior, mesmo que em cada não tenha nem o que comer, quando passa na rua que se mostrar que melhor... p/ no fim todos morremos do mesmo jeito!!
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