É muito bom quando a gente encontra pessoas que também apreciam Machado de Assis, e reconhecem um bom livro pelo faro. Uma delas é a minha mais recente "amiga nova de infância", uma mulher culta, inteligente, de uma vivência repleta de riquezas memorialísticas, enfim, uma verdadeira agregadora de almas em torno de um pacto de amizade eterna. Com a sua sensibilidade, Maria José de Souza Leão Andrade soube apreciar a leitura de meu livro. Transcrevo aqui as suas palavras, para que os amigos leitores tomem ciência de minha alegria ao ler essa apreciação crítica a mim enviada:
“Ontem fui para a cama acompanhada do seu livro “Um Amante muito Amado: Machado de Assis".
Comecei a ler, e de cara me apaixonei por ele logo na primeira página. Não consegui parar e quando me dei por conta eram 4 da matina.
Que delícia a narrativa no português da época, a ideia das cartas, a ficção misturada com a realidade dos acontecimentos, o Rio tão bem narrado daquele tempo, os fatos históricos, enfim me deliciei.Você foi genial!
Agora vou ler bem devagarinho na leitura, pois já começo a sentir saudades dele e não quero que acabe.Parabéns é pouco, pois não encontro adjetivos para lhe dizer o quanto gostei de tê-lo e mais ainda de ter conhecido a autora de perto.
Maria José de Souza Leão Andrade. (21/06/2010).
Outra amiga querida, (esta, artista do teclado), que também soube apreciar o meu livro, é Leila Faour. Não posso deixar de repetir aqui também as suas palavras, pois elas me envaideceram e incentivaram:
“Seu romance é tão rico que se propõe a inúmeras possibilidades de estudo e leitura. Tanto do ponto de vista histórico quanto do literário.A quantidade e a qualidade de informações que , aos poucos, vão sendo passadas ao leitor de uma forma agradável, inseridas nas cartas, propiciam um perfeito panorama da cidade do Rio de Janeiro na época da Corte. Lá estão a política, o movimento cultural, os hábitos, costumes e os problemas estruturais da sociedade no final do século XIX, perpassando a influência do modelo francês a servir de ideal para as classes abastadas. Escrever um romance com a gramática, o vocabulário e o estilo da época não é tarefa fácil. Claro está um minucioso trabalho de pesquisa mesclado por delicadezas amorosas, românticas e com muita criatividade.
Parabéns! Abraços,
Leila Faour”
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Aí, como me senti honrada ao ver meu comentário no seu Blog. Você me prestou uma enorme homenagem e fiquei feliz e envaidecida pelo seu gesto.
ResponderExcluirEsqueci de comentar com você que seu livro me invadiu de tal maneira que eu passei a viver bem de pertinho a Grazi, como se fosse eu quem estaria recebendo suas cartas e não sua mana.
Aquelas descriçoes pelas ruas e arredores da cidade, eu me senti andando por lá ou seja uma sensação de volta ao passado como se eu tivesse vivido aquele tempo. Foi algo muito mágico que se deu comigo.Eu entrei no seu livro me sentindo uma personagem dele e não somente como uma leitora. Possivelmente por eu ser apaixonada pela época, por amar Machadinho, como o chamo carinhosamente e de me sentir muito íntima dele, por ter conhecido a escritora, creio que tudo isso somado, entrou em mim de uma forma tão intensa.
Quando eu comungo com um ecirtor, como Machado, Fernando Pessoa entre outros de minha predileção, eu costumo dizer que suas almas são uma lembrança que há em mim tamanha a identificação que encontro com esses escritores pela forma de verem e de sentirem a vida.
Bem, é isso aí. Continue nos brindando com mais "pérolas" do nosso Machadinho e de outros tantos que lhe tocarem de perto como ele a tocou.bjs, Zezé
Pois é, minha querida leitora de Grazi e J.M.
ResponderExcluirTambém eu me vesti de Graziela e compus aquelas cartas. Saí da escritura e por muito tempo me sentia, ainda, na pele de Grazi.
Quem explica?!
Bjs.
Bem, creio que nossa empatia veio sem sabermos da irmandade e identidade com Grazi e anteriormente por amarmos Machadinho.
ResponderExcluirEle, que não deixou filhos acabou formando com sua Obra uma corrente de leitores e admiradores que por sua vez criaram uma parentela, uma descendência amorososa de Machado de Assis, nós.
Maria José
Sem dúvida alguma! Ainda mais que eu tenho, na minha família, descendência dos Machado!!!!
ResponderExcluirObrigada pelo carinho!